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O Projeto ARIS é promovido pela Associação ARIS da Planície, em colaboração com a Santa Casa da Misericórdia de Beja, a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) e a Câmara Municipal de Beja (CMB). Trata-se de um projeto financiado pela Direção-Geral da Saúde no âmbito da Promoção da Saúde Mental e Prevenção do Suicídio na área geográfica do Baixo Alentejo.

A finalidade deste projeto é a sensibilização e a capacitação da população, tendo em vista quer a prevenção precoce da depressão e, consequentemente, do suicídio, quer a sensibilização dos elementos mais ativos da comunidade para a possibilidade de intervenção no muito acrescido risco suicidário, em particular das pessoas que vivem em maior solidão e sofrem de doenças crónicas e incapacitantes.

O lema do Projeto ARIS é “A Saúde Mental em Praça Pública”, e a sua ação alicerça-se no aumento da Literacia em Saúde, na Luta contra o Estigma, e na Prevenção da Depressão e do Suicídio.

A Literacia em Saúde “capacita as pessoas de conhecimentos, motivação e competências para aceder, compreender, avaliar e mobilizar informações relativas à saúde, a fim de fazerem julgamentos e tomarem decisões na sua vida quotidiana relativas a cuidados de saúde, prevenção de doenças e promoção da saúde” (European Health Literacy Consortium, OMS, 2013), sendo “um preditor mais forte do estado de saúde de um indivíduo do que os seus rendimentos, emprego, educação ou grupo étnico” (OMS, Literacia em Saúde: os factos. Geneva 2013)

O Estigma relacionado com a saúde mental grave resulta, em grande parte, do medo do desconhecido e de um conjunto de falsas crenças que originam a falta de conhecimento e compreensão. As suas raízes, tanto históricas como culturais, são muito profundas e complexas, e o estigma é, ainda hoje, responsável por atitudes e processos de marginalização, de exclusão social e de inadequação no diagnóstico e tratamento. A marginalização, desvalorização e exclusão social que atingem as pessoas com doenças mentais decorrem de “dificuldades de compreensão”, “preconceitos”, “vergonhas” e “silêncios”, provenientes muitas vezes das próprias pessoas e das respetivas famílias.

O Projeto ARIS teve início em novembro de 2017 e vai prolongar-se pelo período de um ano.

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